quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Exposição conta a história do rock

Nada mais adequado do que a Galeria do Rock, histórico ponto de encontro no centro da cidade de São Paulo, para abrigar uma extensa exposição de imagens desses cerca de 50 anos em que o gênero chegou ao Brasil e mexeu com a juventude. A partir de hoje a mostra "Click, o Rock Brasileiro – História em Imagens" vai ocupar a galeria com imagens antológicas, raras e inéditas. Quem está por trás do projeto é gente que há tempos está envolvida com esse tipo de música. A realização é da Planmusic, de Luiz Oscar Niemeyer, e a curadoria é de Mauricio Valladares, que além de fotógrafo é DJ e criador do famoso programa de rádio Ronca Ronca, no Rio.


A história do rock no Brasil começa com a gravação do clássico que tomou o mundo, Rock Around the Clock, de Bill Haley, pela rainha da fossa Nora Ney, em 1955. O primeiro rock genuinamente brasileiro, Rock'n'Roll em Copacabana (Miguel Gustavo), foi gravado em 1957 por outro grande cantor, que também vinha de outra praia sonora, Cauby Peixoto. A partir daí, artistas jovens como Tony e Celly Campello, Sérgio Murillo e outros abriram caminho para a febre que tomaria a década de 1960.
Os anos 60. Com o programa Jovem Guarda, foi a vez do iê-iê-iê (rótulo 'traduzido' do yeah yeah yeah de She Loves You, dos Beatles), espécie de rock tão ingênuo quanto o de Celly Campello, pelas mãos de Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléa e seus congêneres. Os tropicalistas, com a força criativa dos Mutantes, que acompanhavam Gilberto Gil, e os Beat Boys, escolhidos por Caetano Veloso, deram um ar mais 'brasileiro', digamos, ao gênero. Tudo o que surgiu depois vem na brecha aberta por eles - Novos Baianos, Secos & Molhados, Raul Seixas, Alceu Valença, Sá, Rodrix & Guarabyra, Luiz Melodia e Tutti Frutti, entre muitos outros.

Estagnado e fora do ar por um período, o rock retomou a linha de frente no Brasil com a Blitz, o Barão Vermelho, Lobão, Paralamas, Titãs, Ultraje a Rigor, Legião Urbana. Hoje, o gênero mantém a garra com diversas mulheres herdeiras de Rita Lee, como a baiana Pitty, uma das mais bem-sucedidas no cenário do rock brasileiro atual.
Quem for à exposição pode sentir falta de um ou outro grande artista ou banda, não por vontade do curador, mas por força das circunstâncias. A mostra é o terceiro produto de um projeto, que foi lançado em livro e um documentário, ambos em 2009. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Click! o Rock Brasileiro - História em Imagens - Galeria do Rock (Rua 24 de Maio, 62, centro). Tel. (011) 3222-9984. 10h/19h (sáb., 10h/17h; fecha dom.). Grátis. Até 27/11.

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