quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Meio clichê, mas quero dizer... VIVA a DIVERSIDADE!


Somos limitados a certos estereótipos que são predefinidos a imagem que muitos tem de certas pessoas, suas crenças, seus gostos. Por assim ser, por exemplo, alguém no meio da historia definiu que todo “roqueiro”, ou simplesmente aquele que curte rock é usuário de drogas, ou que toda pessoa que ouve funk mora no morro e vive uma vida mundana. Quem foi que disse que no morro só tem pessoas ruins? Quem definiu que lá as pessoas são promiscuas?
Por vezes me deparo com gente me perguntando porque eu não tomo cerveja ou fumo se eu ouço rock, como se beber e fumar fosse por exemplo, uma condição pré definida para alguém ter uma preferência musical. “AH! Faça-me um favor viu?”
São estereótipos preconceituosos como esses, que foram definidos ao longo do tempo, que fazem com que as pessoas sejam limitadas em seu mundinho e não queiram perceber o que acontece bem diante do seu umbigo. A culpa talvez seja dos óculos escuros do falso moralismo, que não permitem que eu veja o outro como uma pessoa igual a mim, que tem preferências por uma coisa e ou outra.
Ainda temos dificuldades de aceitar que todos tem direito de gostar de coisas diferentes e que isso não nos faz inferior, nem muito menos superior a ninguém. Outro dia conversando com uma colega de trabalho sobre um evento popular em minha cidade que eu e ela iríamos participar, fiquei horrorizada com um comentário de uma terceira  colega que se intrometeu na conversa e disse “E desde quando você gosta de cultura Madá? Rock não é cultura e tu só ouve rock!”
Meu pensamento preconceituoso naquele instante foi “Oi? Como assim? Você ao menos sabe ler sua pagodeira?” Fiquei com o sangue fervendo e doida para cair em cima dela, mas como estava eu meu local de trabalho não disse nada a ela, apenas sorri e a perdoei pelo comentário ridículo a meu respeito. Depois pensei... ambas fomos completamente preconceituosas naquele instante, devido a essa imagem que nos é passada todos os dias, de que pagode é coisa de vagabunda e rock de maconheiro.
Viva a diversidade racial, cultural e etc e tal... Afinal, o que seria do rock se não existisse o forró, o axé, o pagode, o pop, o sertanejo e afins? É graças a essa diversidade de escolhas que existe no mundo, em variados seguimentos diferentes, que podemos escolher se somos Bahia ou Vitoria, por exemplo!

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2 comentários:

  1. Concordo com tudo q vc disse, mulher!
    Eu tenho 30 anos e há mais de 15 anos respiro o rock, confesso q já fui preconceituosa com outros estilos, sim, mas amadureci, tenho vários amigos pagodeiros, q são pessoas ótimas. O q importa é a essência da pessoa, apenas isso.
    Bjão

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  2. Tbm já me falaram essa de que todo rockeiro bebe muito e fuma, eu nunca fumei e bebo raramente, prefiro suco. rs
    Assim como a Flavia disse eu tbm tenho amigos que ouvem os mais diversos estilos de musica até mesmo funk, e são ótimos comigo e me respeitam. Até admitem gostar de muitas coisas que eu ouço, enfim respeito é tudo. Até mesmo dentro do rock sofri muito preconceito por gostar de punk/hardcore enquanto a maioria era headbanger.
    Bjos!

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